
Durante todo o dia desta terça-feira (12), no salão do Grande Hotel, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Monteiro realizou a primeira capacitação para a implantação do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), com o tema “Problemática de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil e Outros Direitos Violados”. A diretora do Centro da Mulher 8 de Março e da Rede Interinstitucional de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Redexi-PB), Valquíria Alencar, coordenou os trabalhos.
Representantes de todos os órgãos diretamente envolvidos neste enfrentamento, em Monteiro, foram convidados para participar do evento, que tem importância fundamental para a conscientização da sociedade sobre a profundidade do problema. Entretanto, de acordo com a psicóloga Ana Paula Mendes, diretora do Programa Sentinela, a participação foi bem menor do que a esperada. “Infelizmente, muitas pessoas acham que este não é um problema delas, e não se dão conta da sua gravidade. É necessário perceber que, a partir do momento em que tomamos parte de uma sociedade, nós também somos responsáveis pelo que acontece dentro dela”, enfatizou a psicóloga. Representantes de instituições como as polícias Civil e Militar, o Ministério Público e a Procuradoria da Infância e Juventude, além de várias escolas (tanto provadas quanto públicas), por exemplo, não se fizeram presentes.
A diretora de Assistência Social, Núbia Benigno, destacou o fato de a prefeita de Monteiro, Lourdinha Aragão (que está em Brasília, na VII Conferência das Cidades), ter assinado, em agosto passado, um Pacto de Responsabilidade Social e uma Carta de Adesão à Redexi como motivo suficientemente forte para que a sociedade organizada de Monteiro tivesse uma postura mais comprometida com a causa. “Esperamos que a presença seja maior nas próximas capacitações, pois será a partir desses eventos que nos prepararemos para fazer utilizar corretamente os serviços que serão prestados pelo Creas, aprendendo, por exemplo, a agir de maneira adequada diante de um caso de violência e abuso sexual”, disse.
Segundo Núbia, o Creas contará com assistente social, psicólogo, assessor jurídico e uma equipe ampliada, que atenderá não somente as crianças e adolescentes, mas também famílias e outros indivíduos em situação de risco pessoal e social, por ocorrência de abandono, maus-tratos físicos ou psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, trabalho infantil etc. A expectativa é que o centro seja implantado até meados de 2007.
Redação GM